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domingo, fevereiro 29, 2004

"Vai toda a minha compreensão para o silêncio masculino, para o submergir no sofá e na televisão, para o método afónico utilizado, para o silenciar do que não há a dizer. Se não há, como dizê-lo? Um dia, as mulheres perceberão as iniludíveis vantagens do silêncio, mas hoje não é a véspera desse dia." - Ana Sá Lopes no Público de hoje.

Arre! porra e irra! Finalmente um momento único de clarividência feminina. Por ti, ó musa, apaixonar-me-ia incondicionalmente!

sábado, fevereiro 28, 2004

Vale a pena ler para entender como vai a Nação. Os portugas são anarquistas por excelência, só que não o sabem. É um desperdício.

Pedofilia Advogado de Carlos Silvino quer obrigar o Estado a negociar estatuto de arrependido.
Considerando o impasse que o artolas está a criar não querendo bufar tudo, sugiro que se dê uma nova identidade a Bibi, efectuando para o efeito uma plástica de cara de cú e enviando-se de seguida o canastrão para Bangkok. Acredito que vai fazer furor por essas bandas.

Nesta passada palhaçada carnavalesca, o Elmano impediu-me de alcançar uma ninfa de alto calibre, devido ao seu estado etílico. Ele não o sabe, ela não o sabe; só eu sei. Ninfa contacta-me, pois nem sempre ando acompanhado com o nosso editor. Bem-hajas e conserva-te assim!

Tens o poder de ser uma flor frágil
Se a chuva intensa to permitir
Ou resistir a tudo se fores um cacto teimoso
Mas não te podes queixar se a tua condição for
Simplesmente ser pólen
Por muito iluminado e fértil que sejas no teu trajecto
E o teu destino seja apenas a perdição

Percorro a memória, encontro apenas o presente.
As artérias que me são exteriores, estão agora repletas de carros e homens
Que já passaram no momento seguinte. É noite intensamente.
As minhas veias têm neste preciso instante um engarrafamento de sonhos,
Esperanças a buzinar, desejos avariados com os piscas ligados.
Hora de ponta da alma.
Eu sei que posso transgredir.
Paliativos e calmantes já me foram, no entanto, receitados.
Pois em frente agora mesmo.
Cento e dozes internos, ti-nó-nis da catástrofe mental: todos mobilizados...
Será o amor um reboque?
Sinto o espírito a derrapar e faço capotar propositadamente a minha existência.
Onde é que há uma agência de rent-a-dream?
Arre! Porque é que estais todos estacionados?
A estas horas só circulam, em alguns bares, uns quantos táxis de loucuras alheias.
É claro que há pedestres, mas esses, se é que sabem para onde vão, demoram muito a lá chegar.
E eu tenho de ir já. Manter este ritmo de circulação. Ir imensamente. Ir sem retorno. Ir. Ir. Ir...
Mais uma vez e sempre o verbo ir.

Não existimos para a história. Somos um nevoeiro civilizacional. Falta-nos a coragem e a ousadia dos egrégios avós e a tecnologia e os meios dos apurados trinetos. Enfim... coisas do materialismo histórico.

O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.

Fernando Pessoa

O Povo completo será aquele que tiver reunido no seu máximo todas as qualidades e todos os defeitos.
Coragem Portugueses, só vos faltam as qualidades

Almada Negreiros

quarta-feira, fevereiro 25, 2004

Está muito certo que a vida seja madrasta para todos. Arrepiante é o facto de, para alguns, ser também a madre cruel do orfanato. Deus, para além de meu amigo pessoal e intransmissível, é testemunha de que tenho ido sempre a jogo, quando nem se trata sequer de ganhar, mas de conquistar o direito à diferença e à individualidade. E aí cada um vence apenas com os seus valores, perante a sua consciência. Caramba, que é doloroso o processo de pacificação com vista a viver tranquilo. A merda faz-nos sempre derrapar, mas é somente ela que cheira verdadeiramente mal.

segunda-feira, fevereiro 23, 2004

Parangona do Público de hoje:"Economia Portuguesa Andou Dois Anos para Trás"
Bem...e os retroactivos?

No DN de hoje: "Os responsáveis militares norte-americanos censuraram um relatório encomendado pelo Pentágono onde se diz que as alterações climáticas são uma ameaça muito mais grave do que o terrorismo.
A notícia, avançada pela edição de ontem do jornal Observer, revela que este documento, encomendado por Andrew Marshall, um dos mais influentes conselheiros do Pentágono, prevê que as alterações climáticas possam conduzir a uma situação de anarquia e até mesmo a um cenário de guerra nuclear, devido à escassez de alimentos, de água e de recursos energéticos.
De acordo com aquele periódico britânico, este documento secreto aponta alguns dos efeitos que as alterações climáticas poderão ter no planeta, estimando que algumas grandes cidades europeias possam estar submersas dentro de vinte anos devido à subida do nível das águas do mar provocada pelo aquecimento global do planeta.
Em concreto, os autores do relatório calculam igualmente que as alterações climáticas provoquem fortes secas, fome e tumultos que podem desencadear um conflito nuclear entre nações."

Acho muito bem que os responsáveis militares norte-americanos censurem o documento, haja coerência. Então não são eles a rapaziada mais poluidora do planeta? E que raio, trata-se de coisa de somenos importância: o eventual fim do mundo. Assim fico mais tranquilo, por instantes fiquei a pensar que poderia ser grave.

domingo, fevereiro 22, 2004

No Correio da Manhã de hoje, no meio de um artigo destrambelhado sobre infidelidades e outras manobras, encontra-se esta preciosidade: "O trabalho e o prazer são inconciliáveis? Na RTP não. E até os canos se entopem de preservativos. Foi o que aconteceu o Verão passado. "Vi centenas a boiar na água", contou estupefacto, um dos bombeiros que foi desentupir a fossa da estação pública."

Numa privada até o admitia, mas na pública...convenhamos. Cambada de fodilhões. Fodem-nos a cabeça, fodem-nos o dinheiro e fodem-se uns aos outros.

Como ser então conservador se a única tendência real é sempre o porvir?

Seduz-me apenas o que está para ser inventado. Aborrece-me o facto de ainda ter de ser feito.

O meu tempo não chegou a acontecer!

sábado, fevereiro 21, 2004

No Público de hoje: "O Corpo de Segurança Pessoal da PSP protege há cerca de um ano o presidente da Câmara de Lisboa, Pedro Santana Lopes, privilégio que se destina à salvaguarda da integridade dos mais altos dignatários do país, nomeadamente o Presidente da República..."
Do nosso ponto de vista, esta treta megalómana é claríssima: Santana Lopes como astro central do firmamento nacional (ver cartoon da pág.12 da mesma edição do Público), apenas está a antecipar a sua qualidade de vida que prevê vir a ter em 2006. Mesmo que não ganhe as presidenciais, já usufruiu da coisa. O erário público é que passava bem três anos sem esta despesa.

A diluição dos seres poupa-nos à angústia das relações.

Qual a metáfora do suicídio?

sexta-feira, fevereiro 20, 2004

Ouvi hoje na TV, o resultado de um apurado estudo sobre a violência doméstica. Quinze mil e quinhentos casos relatados. Também ouvi a conclusão desse mesmo estudo: a causa da coisa é, maioritariamente, o alcoolismo, sendo os homens, os principais protagonistas activos dessa mesma violência. Está tudo muito certo, do ponto de vista de estudo. Agora pergunto, se o álcool é o responsável, porque nunca foi uma garrafa de vinho a tribunal? E convém também apurar porque é que, sendo elas tão santas, inocentes e vítimas, serão eles tão bêbados, culpados e carrascos? E não me lixem: não se trata de machismo (ó corja imaculada do politicamente correcto), trata-se de lógica e depuração, com vista à prevenção.

Pronto, pronto! Já estou de volta. Sei perfeitamente que um blog dá trabalho diário e renovado. É como um filho. Requer atenções redobradas. Mas, neste caso, tenho a dizer que a criança ainda não foi parida. Foi simplesmente baptizada. E no baptismo estiveram presentes apenas os amigos mais chegados e um ou outro curioso. Está-se, portanto, na recta final da gestação. Assim, revelo hoje a data de nascimento do blog: p'rá semana que vem. Exactamente aí. Não há data mais portuguesa que o "p'rá semana que vem". E sou muito lusitano em matéria de hábitos. Iremos (eu e o Mário Bacelar) divulgar, com distribuição de flyers e vociferando de tasca em tasca, o momento em que o mundo irá ficar mais luminoso. Então até lá, e saibam aguardar impacientemente.

terça-feira, fevereiro 17, 2004

Historieta

Podes admoestar-me verbalmente mas não deixes de fazer felatio decentemente.
Podes até impugnar-me no acto, que continuarei com erecções de facto.
Aí, irei pedir a emissão de uma providência cautelar à tua capacidade múltipla de amar.
Se o processo for moroso e não obtiver a devida indemnização, exigirei que te retirem a licença ou te dêem ordem de prisão.
Sendo eu inimputável em matéria de incondicional amor, já nada disso se aplica ao teu pérfido perfil de estupor.
E caso o juiz seja empedernido e reja pela lógica absurda a sua decisão, irei sereno para o degredo, de consciência imaculada, só, com a dor da merda da razão.

sexta-feira, fevereiro 13, 2004

O SULturas (light) - pasquim regional de incontinência mental, Nº2, vem a caminho. Fica o editorial para abrir o apetite.

Sendo a morte uma evidência irrefutável, estar vivo só pode ser um acto contínuo de teimosia. Abençoado acto às mãos de quem sabe porque teima e insiste teimando até ao último arquejo. Poderia tecer reflexões laboriosas acerca desta constatação assaz cruel e deveras crua. No entanto, não é isso que quero abordar.
Ser falhado é um luxo, ao qual me gostaria de dedicar profunda e copiosamente. Ser falhado a sério, requer talento inato, pinta intransmissível e meios económicos. Não os tenho – os meios. Fiquei-me pela actividade secundária, embora sempre respeitável em termos de boémia, de ser bebedolas em part-time. No resto do tempo tenho de trabalhar – actividade primária e sem pompa. Contudo, não é de mim que quero falar.
Conseguir ser playboy em Portugal é tarefa difícil. Quem se dedica ao ramo, acaba por esmorecer. Não há mulheres lindas (de corpo e alma) e, simultaneamente, inteligentes, e acaba-se a carreira apenas como presidente de câmara. Coisa menor, árdua e demais penosa, com direito à publicação de esporádicos catálogos de obra feita. Contingência que nem garante o encaminhamento para mais altas esferas. Apesar de todo o aparato deste tema, não é do mesmo que quero tratar.
A inutilidade do mundo é notoriamente anterior e sobejamente superior à inutilidade do ser, pelo simples facto de o mundo sempre aqui ter estado, embora sem o saber, e o ser existir somente depois de despertar. O mundo não tem consciência de si próprio e, como tal, é feliz sendo inútil. Já não tanto assim para o ser. O que mais aborrece o ser, de quem tenha despertado, é, não obstante a inutilidade recíproca, o constatar da tirania do mundo ao obrigá-lo a uma qualquer utilidade, ao serviço do perpetuar a sua (do mundo) inutilidade, retirando-lhe (ao ser) o direito a ser feliz sendo inútil. Muito embora este seja um bom mote filosófico, não é sobre isto que quero escrever.
Falidos e acabados os ideais, e maltratados e perseguidos os idealistas, resta esta miséria de ideias que compõem a civilização ocidental dos nossos dias. Esta situação seria trágica, caso tivessem deixado de existir o sexo, as drogas e o rock’n roll. Mas não é nada disto que quero comentar.
A Razão faliu quando alguém disse que a tinha. Ressalve-se o facto de já o ter escrito há vinte anos. Etc. Etc. Etc.
Nós queremos é brincar - de pleno direito!
Os outros, que tenham todos muito juízo!

quarta-feira, fevereiro 11, 2004

Toda a minha vida ansiei por uma gueisha. Têm-me saído apenas queixas.

domingo, fevereiro 08, 2004

Depois do sarrabulho de ontem à noite, só tenho a dizer à aventesma, comparável a um fungo na virilha, que estava a azucrinar a minha bebedeira em ascensão, o seguinte: Os seres iluminados são como a Electricidade De Portugal - não têm concorrência!

sexta-feira, fevereiro 06, 2004

Ouvi hoje, creio que na tv dois, um sujeito ligado à moda falar em "aldeia global da moda", devido aos novos circuitos da mesma, e, concluindo depois, que "estão cada vez mais interligados". Interligados! Meu Deus, que nojo! Já nem se pode ser um criativo solitário sem estar enleado noutros.

domingo, fevereiro 01, 2004

Manhã esplendorosa. Ressaca ainda mais sinfónica. Saborear então a inutilidade do domingo. P'rá semana começarei a pensar...

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